Proposta de Redação
A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “A substituição de brinquedos por telas: as consequências do uso de tecnologias por crianças”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista.
TEXTO I
Não é novidade que crianças e adolescentes têm cada vez mais acesso à tecnologia durante a infância. Com a realidade atual, muitas crianças têm acesso a computadores, tablets e smartphones desde muito cedo.
No entanto, o mau uso da tecnologia pode trazer prejuízos. Por isso, os pais devem ficar atentos ao
comportamento de seus filhos. Dentre esses malefícios estão o desenvolvimento de transtornos como dificuldade de concentração e até mesmo ansiedade, isolamento social, cyberbullying e sedentarismo infantil.
Especialmente com o isolamento social devido à pandemia, muitas crianças acabam recorrendo excessivamente ao uso de tecnologias. Certamente elas podem ajudar, possibilitando a comunicação com amigos e familiares. Porém, essa acaba também sendo uma situação propícia para que a criança ou adolescente se distancie de quem está fisicamente presente em sua rotina — como os próprios pais.
Disponível em: <https://www.gazetadopovo.com.br/conteudo-publicitario/bumerang-brinquedos/criancas-e-o-uso-de-tecnologias-riscos-ebeneficios/>
TEXTO II
Estamos vivenciando, com muita frequência, a intoxicação digital infantil. As crianças em idades cada vez mais precoces têm tido acesso aos equipamentos de telefones celulares, smartphones, notebooks e computadores, com isso, as brincadeiras ao ar livre e a magia do brincar, além do contato com outras crianças, acabam ficando prejudicados. Segundo dados da pesquisa TIC KIDS ONLINE BRASIL 2019 (Pesquisa sobre o Uso da Internet por Crianças e Adolescentes no Brasil), em 2019, 89% da população entre 9 e 17 anos era usuária de Internet, o que corresponde a cerca de 24 milhões de crianças e adolescentes, dos quais, 95% tinham no telefone celular o dispositivo de acesso à rede.
Preocupada em prevenir os principais agravos decorrentes do uso inadequado das tecnologias digitais e visando estimular práticas saudáveis nessas novas ferramentas, entre o público pediátrico, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) elaborou o documento #MenosTelas#MaisSaúde. Nele são compiladas orientações de acordo com as diferentes faixas etárias, estabelecendo limites e a necessidade de mediação e supervisão qualificada de um adulto responsável durante o de uso de telas, como recurso de entretenimento.
Segundo a médica e coordenadora do Núcleo Saúde e Brincar do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), Roberta Tanabe, a transformação das cidades com redução ou precarização das áreas de lazer, associadas ao aumento da violência urbana tem modificado os hábitos das famílias com preferências por espaços fechados e atividades online. “Diante do contexto pandêmico com a necessidade de medidas de isolamento social, o uso de telas se intensificou. Elas foram recursos úteis para diferentes fins, entre eles, o de entreter crianças enquanto seus pais estavam ocupados com as tarefas profissionais ou domésticas. Muitas vezes é empregada como uma distração passiva que apazigua as demandas de atenção e tempo das crianças junto a seus cuidadores”, observou a pediatra.
Disponível em: <https://www.iff.fiocruz.br/index.php?view=article&id=35:uso-das-telas&catid=8/>
TEXTO III

TEXTO IV
O novo estudo “Era uma vez…”, sobre comportamento infantil, realizado pelo canal de TV a cabo Gloob em parceria com a Inesplorato e o Instituto Quantas, revela que, sim, há espaço para todos os tipos de brincadeiras na rotina das crianças. Desmistificando a ideia de que uma coisa substitui a outra, mostrando que elas podem ser complementares. Ao todo, foram entrevistadas 646 crianças entre 6 e 9 anos de diversas classes sociais e estados do Brasil, exceto a região norte. De acordo com a pesquisa, 71% delas disseram que o tablet ou o celular é seu brinquedo preferido.
Por outro lado, 98% citaram alguma brincadeira analógica entre as favoritas. Segundo o Gloob, brincadeiras analógicas são aquelas que não têm qualquer envolvimento com a tecnologia. Quando perguntadas quais elas mais gostavam de brincar, elas citaram, principalmente, bola, bonecos (heróis e princesas), skate, bicicleta, patins, carrinho, desenho e pintura, blocos de montar, massinha, slime, brincar na terra/areia, cozinha, espadas, jogos de tabuleiro e quebra-cabeça. Já entre os brinquedos digitais estavam o tablet, o smartphone e o videogame.
O estudo revelou ainda que 87% das crianças preferem brincar acompanhadas. A maioria, 73%, dá preferência a outras crianças como amigos, irmãos ou primos. No entanto, 35% disseram que brincam sozinhas. E quando surgem conflitos durante a brincadeira, 50% delas responderam que pedem a ajuda dos pais; 25% param de brincar; 25% resolvem sozinhas.


